No próximo dia 01/11 (terça-feira), às 19h00, a Farmacêutica Allergan irá promover um chat com especialistas em saúde mental e nutrição, elucidando as principais dúvidas relacionadas à alimentação e aspectos emocionais nos indivíduos em tratamento contra a obesidade. O objetivo do bate-papo é informar a imprensa e a população leiga em geral a respeito de ferramentas disponíveis e fundamentais em todo o processo de emagrecimento, que podem ajudar a diminuir os atuais índices de sobrepeso e obesidade no Brasil. Com duração de uma hora e meia, o chat tem entrada livre pelo portal www.sistemaorbera.com.br.

O evento também será uma oportunidade de a empresa apresentar o canal web do Sistema de Emagrecimento Orbera, no ar desde o dia 11 de outubro. O endereço foi desenvolvido como suporte a médicos e pacientes usuários do dispositivo de silicone OrberaTM (balão intragástrico) – aprovado pela ANVISA para pacientes com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 27, e que permite o acompanhamento do tratamento com o balão, ancorado em um amplo programa de reeducação de hábitos para o melhor atingimento dos objetivos de emagrecimento.

Para quem não é usuário do balão, o site permite conhecer um pouco mais do Sistema, calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC) e consultar médicos especialistas na técnica em todo o Brasil.

Participe do chat expondo suas ideias e dúvidas.

Chat Obesidade – Como se prevenir do mal da vida moderna
Data 01/11/2011
Horário 19h00
Endereço (acesso livre) www.sistemaorbera.com.br
Duração 1h30

Especialistas

Marilice Rubbo de Carvalho – CRP 47435

Psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) | pós-graduada em Transtorno Alimentares pela Escola Paulista de Medicina | pós-graduada em nutrição pelo Hospital Albert Einstein | especialista em Comportamento Cognitivo pela USP.

Gabriel Cairo Nunes – CRN 22136

Nutricionista e especialista em Nutrição Clínica e Esportiva pela Unesp Botucatu| aperfeiçoado em Obesidade pela Faculdade de Medicina de S. J. Rio Preto |aprimorado em Nutrição Clínica pela USP – Ribeirão Preto |aprimorado em Obesidade pela Unoest |pós graduado – Ambulim – USP |pós graduando UGF em Emagrecimento.

  • Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para pessoas com índice de massa corpórea (IMC) acima de 27 kg/m2, Orbera é um método não cirúrgico, que oferece aos pacientes obesos a possibilidade de perda de 12% do peso inicial1;
  • Inserido em um programa multidisciplinar coordenado por médicos, nutricionista, psicólogo e preparador físico, o sistema tem como objetivo a manutenção dos resultados obtidos no longo prazo;
  • Acompanhamento após um ano da retirada do balão apontou que os pacientes conseguiram manter mais de 90% da sua perda de peso (redução do IMC)2

São Paulo, outubro de 2011 – Mais do que comprometer de forma importante a autoestima, o excesso de peso é apontado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos fatores para o desenvolvimento de distúrbios cardiovasculares, pressão alta, colesterol elevado, diabetes, alguns tipos de câncer (mama, endométrio e cólon), entre outros. Ao contrário do que as pessoas pensam, de acordo com a OMS, o risco de problemas de saúde começa quando se está ligeiramente acima do peso, e aumenta na medida que o IMC se torna maior.

Considerando que mais de 40% da população brasileira está na faixa do sobrepeso ou da obesidade, de acordo com a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), torna-se cada vez mais importante o oferecimento de novas ferramentas para o combate deste mal de nível epidêmico.

Para o cirurgião membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Dr. José Afonso Sallet, o problema ganha proporções cada vez mais elevadas em virtude não apenas da imposição da vida moderna a hábitos cada vez menos saudáveis, mas pela dificuldade que os indivíduos tem de aderir – em longo prazo – a práticas regulares de controle do peso. “A estatística da população que tenta, mais de uma vez, seguir um programa individual para a perda de peso é de mais de 80% de insucesso. Por isso, a pessoa com sobrepeso necessita de estímulo real e acompanhamento efetivamente multidisciplinar por longo período”, relata o especialista.

Desta forma, o Orbera™ visa atender a população com sobrepeso, que não responde ao tratamento medicamentoso e de dietas restritivas, que não quer se submeter a um procedimento cirúrgico e seus riscos, ou não atinge a faixa de peso indicada para a cirurgia bariátrica, por exemplo. Dados mostram que, em 40,8% dos pacientes com IMC menor que 35, houve uma melhora nas comorbidades clínicas.1

Como funciona o balão – o dispositivo Orbera™ é inserido vazio no estômago do paciente através de endoscopia, em ambiente hospitalar ou clínico, sob sedação. O balão então é preenchido com soro e azul de metileno (estéreis na quantidade de 400 a 700ml), tendo todo o procedimento duração média de 20 minutos.

Dentro do estômago, o Orbera™ proporciona a sensação de saciedade, tanto pelo volume ocupado como pela localização em que é posicionado. Sua permanência no estômago é de até seis meses, tempo em que o paciente perde, em média 12% do peso inicial.[1] Caso o nível de obesidade do paciente seja muito elevado, ele pode inserir um novo balão no intervalo de um mês após a retirada do primeiro.

Aprovado também no Canadá, na Austrália e na Espanha, o Orbera™ vem sendo apontado como uma importante opção para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, por ser um método reversível e com alto índice de segurança e sucesso.1

Um estudo brasileiro de autoria de Dr. José Afonso Sallet, publicado na revista Obesity Surgery, feito com 573 pacientes portadores de sobrepeso, mostrou que após seis meses de tratamento com o dispositivo, os pacientes apresentaram 48% de perda do excesso de peso inicial e uma redução de 5,3 nos índices de massa corpórea. Nele, os pacientes seguiram também um plano alimentar de 1.000 kcal/dia e acompanhamento multidisciplinar com preparadores físicos, nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos e psiquiatras. Na avaliação, 85% dos pacientes apresentaram bons resultados e apenas 15% insucesso. Após um e dois anos da retirada do balão, os pacientes apresentaram quatro a cinco vezes melhores resultados quando comparados aos pacientes em tratamento clínico conservador clássico.2

“É mais uma opção, um meio menos invasivo e não medicamentoso, o que é muito importante, uma vez que há pacientes que não se adaptam a tratamento clínico medicamentoso, ou não estão aptos, ou dispostos a se submeter a cirurgia bariátrica”, comenta a endocrinologista do Departamento de Clínica Médica, da Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo, Dra. Kátia Seidenberger. “Outro ponto interessante é que a técnica não prejudica a absorção de nutrientes pelo organismo. Para evitar deficiências vitamínicas após a maioria das modalidades de cirurgia bariátrica, é  necessária suplementação vitamínica, como por exemplo:  ferro, cálcio, vitamina B12, ácido fólico e vitamina D, no pós operatório”, afirma a médica.

A chave do sucesso do Orbera™, segundo os especialistas, está na sua integração a um sistema de multidisciplinaridade, em que o paciente é intensamente trabalhado física e mentalmente para uma mudança definitiva dos seus hábitos de vida, sem prejudicar a absorção dos nutrientes pelo organismo, ao contrário dos procedimentos cirúrgicos.

“É o sistema em que ele está integrado que faz com que a perda de peso não seja apenas momentânea, mas que mude todos os padrões de atividade e pensamentos do paciente para um novo estilo de vida”, completa Dr. Sallet.

A partir de 11 de outubro, entra no ar o site www.sistemaorbera.com.br, onde os pacientes encontrarão um programa completo de reeducação alimentar, exercícios físicos, informações sobre comportamento e life style, para ajudá-los a atingir seus objetivos.

Contra indicações o balão intragástrico não é indicado para indivíduos que não desejam participar de programas de reeducação comportamental, alimentar e executar exercícios físicos regularmente; portadores de doenças gástricas; indivíduos que se submeteram anteriormente a cirurgias abdominais e gástricas; anormalidades estruturais no esôfago ou faringe; condições médicas que podem aumentar o risco de endoscopia digestiva; desordens psiquiátricas anteriores ou atuais; pacientes grávidas ou amamentando e pessoas com vício a drogas de qualquer espécie.

Dentre os efeitos colaterais, podemos citar náuseas, vômitos e/ou dor abdominal (imediatos), gases e flatulência, causados pela inserção de um “corpo estranho” no organismo, mas que são manejados pelo médico em curto tempo – de três dias a uma semana.

O que é IMC – índice de massa corpórea

É a medida mais freqüentemente utilizada para classificar sobrepeso e obesidade, definidos como acúmulo excessivo ou anormal de gordura que podem prejudicar a saúde. O cálculo é feito da seguinte forma: o peso da pessoa em quilogramas, dividido pelo quadrado da altura do indivíduo (kg/m2).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define que, adultos com:

  • IMC maior ou igual a 25 estão com sobrepeso
  • IMC maior ou igual a 30 estão obesas

Fontes para entrevista:

Dr. José Afonso Sallet

MD em Cirurgia do Aparelho Digestivo pela UNICAMP – SP | Especialista em Cirurgia Laparoscópica pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) | Membro da Federação Internacional para a Cirurgia da Obesidade (IFSO) | Coordenador do Protocolo de Balão Intragástrico pelo Ministério da Saúde | Membro da Sociedade Americana de Cirurgia e Endoscopia (SAGES) | Diretor do Instituto de Medicina Sallet (Departamento de Cirurgia Bariátrica e Metabólica).

Dra Kátia Seidenberger

Graduação Médica e Residências de Clínica Médica e Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP| Especialista em Clínica Médica Geral pela SBCM (Sociedade Brasileira de Clínica Médica) |Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia)|Doutorado pela Unidade de Tireóide, da Disciplina de Endocrinologia, da Faculdade de Medicina USP | Membro do American Thyroid Association (ATA) |Membro do Endocrine Society.

Margaretth Arruda

Especialista em obesidade | Membro da Comissão das Especialidades Médicas Associadas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (COESAS) | Pós-graduada em Nutrição Clínica e Humana | Nutricionista e Gestora Geral do Instituto de Medicina Sallet.

Marilice Rubbo de Carvalho

Psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) | pós-graduada em Transtorno Alimentares pela Escola Paulista de Medicina | pós-graduada em nutrição pelo Hospital Albert Einstein | especialista em Comportamento Cognitivo pela USP.

Emagreça sua cabeça

outubro 3, 2011

Para especialista em transtorno alimentar, reprogramação do “chip” do paciente é de grande importância para o sucesso do tratamento da obesidade

Com o crescimento em ritmo acelerado da obesidade em nível mundial, muito se tem falado a respeito da necessidade de tratamentos efetivos para combater este grande mal do século 21, como o uso de dietas, exercícios, remédios ou procedimentos bariátricos para a restrição alimentar. Embora todos estes tratamentos tenham embasamentos científicos e sejam eficazes, não é raro ver casos de insucesso no processo de emagrecimento, em virtude de dois fatores importantes que raramente são pontuados e trabalhados no indivíduo obeso: mudança de pensamentos e comportamentos.

De acordo com a psicóloga especialista em terapia comportamental-cognitiva pela USP e transtornos alimentares pela UNIFESP, Marilice Rubbo de Carvalho, a ansiedade é apontada regularmente como um grande vilão para a obesidade, mas a questão é – frequentemente – mais complexa e não somente pela ansiedade e sim por outros transtornos muito mais profundos. “Sentimentos como tristeza, raiva, frustração, entre outros, tem bases em históricos particulares e que levam o indivíduo a buscar no alimento uma fuga”, relata Marilice.

Desta forma, segundo a especialista, se a mente do obeso não for especialmente trabalhada, as terapias externas como dietas, reeducação alimentar, atividade física se tornam mais difíceis para a redução definitiva de peso do individuo. “É algo que parece simples, mas não é, e costuma ser negligenciado até mesmo por especialistas em obesidade”, declara.

Marilice destaca o uso cada vez maior da terapia comportamental-cognitiva para este fim, cuja técnica auxilia na perda e controle de peso através da modificação de pensamentos disfuncionais associados aos hábitos do paciente, como o aprendizado sobre seu comportamento alimentar e entendimento dos sentimentos e pensamentos que o levam a comer. A terapia tem ainda como objetivo gerenciar as emoções do paciente, como melhorar sua auto-estima, reforçar e motivar a importância das mudanças de hábitos, reações de stress, ansiedade e compulsão alimentar.

“Alguns sentimentos são comuns na maioria dos casos, às vezes provocados por traumas e crenças que geram baixa auto-estima, sensação de inferioridade, infelicidade, e são neles que direcionamos o foco do paciente para uma mudança de percepção e atitude”, revela a psicóloga.

A importância desta terapia não é somente para quem deseja mudar de comportamento e entender sua relação com a obesidade, mas também para quem recorre às cirurgias de redução de estômago, à colocação da banda gástrica ajustável, ao procedimento endoscópico com balão intragástrico e medicamentos inibidores de apetite. “É essencial que antes de iniciar algumas destas terapias o paciente realize um profundo trabalho de mudança cognitiva comportamental para se preparar para uma mudança na alimentação posterior a estes procedimentos e manter toda a programação necessária para a manutenção do peso perdido”, explica Marilice.

A psicóloga destaca algumas das questões comportamentais e cognitivas trabalhadas com o paciente no sobrepeso e obesidade, que estão relacionadas a comer e tudo que lhe traz insatisfação, e que podem ser observadas e praticadas no dia a dia, durante o tratamento.

Administração do tempo

  • Para o sucesso do tratamento é preciso trabalhar a organização pessoal definindo as prioridades;
  • Planejar o tempo executando suas tarefas no dia a dia com tempo hábil para realizá-las sem perder o foco;
  • Dizer “não” colocando limites em seu âmbito profissional e pessoal;
  • Não ser perfeccionista e pensar que é “tudo ou nada” é necessário ser flexível

Monitoramento da fome

  • Antes de se sentar para fazer cada refeição ou lanche, observe as sensações de seu estômago;
  • Depois escreva as percepções e classifique de 0 a 10 (0 nenhuma fome e 10 maior fome que já sentiu);
  • Faça o mesmo no meio do jantar, no final e 20 minutos depois;

Cartão de vantagens

  • Escreva um cartão com todas as vantagens de emagrecer e leia pelo menos duas vezes ao dia.

Fonte para entrevista:

Dra. Marilice Rubbo de Carvalho – Psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) – SP, Pós – Graduada em Transtorno Alimentares pela Escola Paulista de Medicina, Pós – Graduada em nutrição pelo Hospital Albert Einstein e especialista em Comportamento Cognitivo pela USP.